Pela primeira vez eu trago um entrevistado para o blog que não vai falar sobre moda masculina, entretanto, acredito que o assunto se justifique por si só. Convidei o Coordenador Regional do Nordeste da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, Oséias Cerqueira, estudante de Direito e estagiário do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia, para esclarecer algumas impressões que temos sobre o tema, muitas vezes cercadas de preconceito.

Este post não tem a intenção de informar sobre métodos de prevenção de uma forma didática. A ideia é entender que todos nós, soropositivos e soronegativos, convivemos com a Aids no nosso dia a dia.

A Aids precisa deixar de gerar medo e silêncio. As pessoas precisam parar de ver a Aids como uma doença do outro, como algo que matemos à distância. O que não nos damos conta é que a Aids está perto. Isso implica, muitas vezes, em obstáculos à prevenção. À medida em que penso que a Aids é algo que não tem a ver comigo, não preciso ter maiores preocupações com ela. Pertence a grupos específicos (gays, usuários de drogas, etc).

Oséias conta que um dos principais desafios para a juventude soropositiva é a inserção social e a garantia do livre exercício de direitos sexuais e reprodutivos – sim, meus caros, pessoas convivendo com HIV/Aids podem ter uma vida sexual saudável, com parceiros sorodiscordantes ou não.

O que as pessoas não entendem é que alguém pode viver com Aids (ter filhos, casar, amar qualquer pessoa, fazer sexo protegido com qualquer pessoa). Que as pessoas vivendo com Aids são, acima de tudo, pessoas. Que a Aids é só um elemento da vida delas e não pode ser pretexto para discriminação.

Para os que querem mais informações sobre o assunto, Oséias indica os seguintes sites:

http://www.aids.gov.br/

http://encontromanaus2011.webnode.com/

http://www.gapabahia.org.br/

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